@MASTERSTHESIS{ 2017:1490989624, title = {Estudo correlacional sobre autoeficácia e Burnout no trabalho docente no ensino superior}, year = {2017}, url = "http://bdtd.unoeste.br:8080/jspui/handle/jspui/1027", abstract = "A Síndrome de Burnout é definida como Síndrome do Esgotamento Profissional, um fenômeno psicossocial relacionado à situação laboral, associada ao surgimento de problemas psicológicos e físicos, afetando principalmente docentes. Outro construto pesquisado na educação é a autoeficácia, que quando discutida na profissão docente, refere-se ao quanto o professor acredita que pode realizar as tarefas ligadas ao sucesso acadêmico dos alunos e também lidar com barreiras e obstáculos. Esta dissertação constituiu-se de três estudos e pretendeu verificar as possíveis associações entre Autoeficácia e Burnout em professores do ensino superior. Os estudos I e II se referem a levantamentos bibliográficos cujos enfoques foram respectivamente analisar a produção científica nacional sobre a Síndrome de Burnout em docentes brasileiros e a Autoeficácia no trabalho docente fundamentada na Teoria Social Cognitiva. No terceiro estudo foram investigadas as possíveis correlações entre as crenças de Autoeficácia e a Síndrome de Burnout em professores do ensino superior. A partir do primeiro estudo foi possível verificar que a maioria das publicações se propôs a avaliar a incidência da Síndrome de Burnout nos docentes. Para tal foram utilizadas escalas internacionais, sendo recomendada a criação e validação de uma escala nacional para medir a incidência de Burnout que considere a realidade brasileira dos professores. Observaram-se ainda as tentativas de levantar as causas da Síndrome de Burnout através de estudos correlacionando-a a outros constructos e variáveis. Os resultados do segundo estudo mostraram que há uma prevalência de artigos buscando avaliar a autoeficácia em docentes principalmente associando-a a satisfação e desempenho, além de fatores relacionados ao contexto educacional. Encontrou-se apenas um estudo investigando as implicações da autoeficácia no adoecimento docente, fundamental na prevenção e intervenção na saúde do professor. Portanto, evidencia-se a necessidade de novos estudos e discussões sobre a autoeficácia no contexto acadêmico, pois a temática ainda é pouco explorada principalmente no nível superior, a fim de melhor compreender o papel das crenças de autoeficácia nos ambientes educacionais. Os resultados do terceiro estudo indicaram a prevalência da Síndrome de Burnout em 41,6% dos docentes, afetando em maior proporção as mulheres e docentes com menor escolaridade, refletindo diretamente no aumento de afastamento do trabalho por doença, visto que professores com prevalência de Burnout apresentam maior cansaço, distúrbios do sono, dores de cabeça e dores musculares no pescoço, ombro e dorso, assim como maior incapacidade de relaxar, além de demonstrarem grande desânimo, impaciência e irritação. Verificaram-se ainda crenças de autoeficácias fortalecidas, porém cansaço intenso, distúrbios do sono e desânimo estão relacionados com a percepção da Autoeficácia, ou seja, quanto menor a autoeficácia percebida, maior a prevalência destes sintomas. Foi possível determinar associações significativas entre a presença de Burnout e a Autoeficácia, assim como correlações inversas moderadas entre a Autoeficácia docente e Burnout, indicando que quanto menor a autoeficácia percebida, maior a propensão ao Burnout.", publisher = {Universidade do Oeste Paulista}, scholl = {Mestrado em Educação}, note = {Mestrado em Educação} }