@MASTERSTHESIS{ 2026:105539632, title = {Influência da variabilidade geográfica sobre o potencial neurotóxico e reatividade cruzada com antiveneno comercial de venenos de subespécies de Crotalus durissus (Viperidae: Crotalinae) distribuídas no Brasil}, year = {2026}, url = "http://bdtd.unoeste.br:8080/jspui/handle/jspui/1772", abstract = "Os acidentes crotálicos caracterizam-se por induzir potente efeito neurotóxico e miotóxico, majoritariamente mediados pela crotoxina, uma fosfolipase A₂ (PLA₂) que representa 70–90% da composição desses venenos. Estudos recentes evidenciaram a influência da variabilidade geográfica no perfil composicional de PLA₂ nos venenos de Crotalus durissus terrificus e C. d. collilineatus, indicando maior complexidade de isoformas em espécimes das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Neste estudo, avaliamos a influência da variabilidade geográfica sobre a atividade neuromuscular dos venenos das serpentes Crotalus durissus cascavella (CDV), C. d. collilineatus (CDC), C. d. ruruima (CDR) e C. d. terrificus (CDT), bem como sua reatividade cruzada com o antiveneno comercial anti-Crotalus (AV) e inibição PLA₂ pelo varespladib (VPL). A atividade de PLA₂ foi determinada por espectrofotometria, utilizando ácido 3-octanoiloxibenzoico como substrato artificial. A preparação nervo frênico-diafragma de camundongo foi montada em sistema miográfico Ugo Basile SRL sob tensão de 1 g, com respostas contráteis evocadas via nervo motor por estímulos supra máximos (0,1 Hz, 0,2 ms, ~6 V) e registradas por meio de transdutor DY1 acoplado a um DataCapsule-Evo e ao software LabScribe4. Os resultados foram expressos como média ± D.P.M. (n=3–4). O veneno de CDR apresentou a maior atividade de PLA₂ (75,5±2 ΔA425 nm/min, n=3), enquanto o de CDV mostrou-se mais sensível ao VPL (0,3 mM), com inibição de aproximadamente 97% da atividade enzimática (p<0,05 em relação ao veneno isolado, n=3). O veneno de CDC (10–100 μg/ml) produziu acentuada facilitação neuromuscular seguida de bloqueio completo em até 120 min de incubação; o veneno de CDV (10–100 μg/ml) foi o mais ativo na junção neuromuscular, bloqueando completamente as respostas contráteis em todas as concentrações testadas entre 80–110 min, enquanto o veneno de CDR promoveu bloqueio completo apenas na maior concentração (100 μg/ml) após ~110 min de incubação. O AV (razão antiveneno:veneno 1:1,5 v/w) proporcionou proteção parcial contra os venenos de CDT e CDV (30 μg/ml), impedindo 90% do bloqueio para ambos, mas apresentou baixa reatividade cruzada frente aos venenos de CDC e CDR (30 μg/ml). O VPL (0,3 mM) foi efetivo em prevenir 90% do bloqueio induzido pelos venenos de CDT e CDV (30 μg/ml) e 50% do bloqueio causado por CDC (30 μg/ml). A imunorreatividade com o antiveneno revelou os principais grupos enzimáticos nos venenos analisados, com apenas os venenos de C. d. cascavella e C. d. ruruima sendo crotamina positiva. Em conclusão, os venenos das subespécies avaliadas revelaram considerável variação quanto ao efeito neuromuscular. A inibição da atividade PLA₂ por VPL resultou em significativa atenuação do bloqueio neuromuscular induzido pelos venenos, sendo o VPL mais eficaz que o antiveneno na prevenção dos efeitos de CDC, CDT e CDV.", publisher = {Universidade do Oeste Paulista}, scholl = {Mestrado em Ciência Animal}, note = {Mestrado em Ciência Animal} }