@MASTERSTHESIS{ 2024:594081296, title = {Impacto da pandemia por COVID-19 no perfil de pacientes da unidade de terapia intensiva coronariana de um hospital público terciário}, year = {2024}, url = "http://bdtd.unoeste.br:8080/jspui/handle/jspui/1782", abstract = "Introdução: A pandemia de COVID-19, iniciada em 2019, sobrecarregou os sistemas de saúde globalmente, impactando significativamente as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), incluindo as Unidades Coronarianas (UCOs). Este estudo analisa o impacto da pandemia no perfil dos pacientes e no desempenho da UCO do Hospital Regional de Presidente Prudente (HR), um hospital público terciário de referência na região oeste do estado de São Paulo. Objetivos: Analisar o perfil dos pacientes internados na UCO do HR antes, durante e após a pandemia de COVID-19, avaliando as mudanças em relação à gravidade, mortalidade e indicadores de desempenho da unidade e desfechos clínicos. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo, utilizando dados de pacientes internados na UCO do HR entre junho de 2019 e dezembro de 2023. O estudo foi distribuído em três períodos: pré-pandemia (junho de 2019 a junho de 2020), pandemia (julho de 2020 a dezembro de 2022) e pós-pandemia (janeiro de 2023 a dezembro de 2023). Foram coletados dados demográficos, clínicos e de indicadores de desempenho da unidade, como taxa de ocupação, média de permanência e rotatividade de leitos e óbitos. Para análise de dados foi realizada uma regressão logística binária para verificar a mortalidade em cada período. Resultados: Um total de 3657 pacientes, sendo 919 no grupo pré-pandemia, 1884 no grupo pandemia e 854 no pós-pandemia. Durante a pandemia, houve uma redução na média de admissões mensais na UCO com pré pandemia 70,7, pandemia 62,8 e pós 71,2, com diminuição de internações por motivo cardiovascular (86,2 pré e 73,6 na pandemia; p<0,05). Observou-se também um aumento na gravidade dos pacientes admitidos (pré 44,2; pandemia 48,3 e pós 45,9; p-0,001), evidenciado pelo escore SAPS 3. A taxa de mortalidade se manteve durante a pandemia. Análise de regressão evidenciou maior mortalidade na UCO de pacientes de maior idade (OR 1,03; CI:1,02-1,04), do sexo feminino (OR 1,40; CI:1,08-1,82), dependentes de assistência para realizar as atividades diárias, bem como restritos/acamados (OR 1,50; CI:1,08-2,08 e OR 2,69; CI:1,70-4,25 respectivamente) e sem infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio (OR 1,86; CI:1,25-2,78). Conclusões: Concluímos que a pandemia de COVID-19 alterou o perfil da UCO. Observou-se diminuição de internações cardiovasculares no período de pandemia e aumento na mortalidade hospitalar por todas as causas nos pacientes pós alta da UCO durante e após a pandemia. Entretanto, não se verificou incremento na mortalidade na UCO", publisher = {Universidade do Oeste Paulista}, scholl = {Mestrado em Ciências da Saúde}, note = {Mestrado em Ciências da Saúde} }