@MASTERSTHESIS{ 2026:1613238817, title = {Português como língua de acolhimento para imigrantes refugiados: políticas, professores voluntários e material didático}, year = {2026}, url = "http://bdtd.unoeste.br:8080/jspui/handle/jspui/1789", abstract = "Esta dissertação foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) - Área de concentração: Educação - Linha de Pesquisa: Formação e ação do profissional docente e práticas educativas, com foco no ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc). A investigação partiu do questionamento “Quais são as proposições a partir das percepções e as vivências dos professores voluntários sobre o ensino do PLAc e de que forma o material didático contribuiu para suas práticas pedagógicas?” A pesquisa tem como campo empírico um curso de PLAc, ofertado aos sábados, organizado por meio de uma parceria entre uma instituição religiosa e um projeto de extensão universitária da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). O objetivo geral consistiu em investigar a constituição da prática docente no ensino de PLAc em projetos direcionados a imigrantes e refugiados, articulando o perfil dos professores voluntários, as estratégias pedagógicas adotadas, o uso do material didático e as políticas migratórias brasileiras. Como objetivos específicos, buscou-se: mapear o perfil dos professores voluntários atuantes no projeto; analisar o material didático utilizado no ensino de Língua Portuguesa; compreender as estratégias pedagógicas desenvolvidas em função das necessidades específicas dos estudantes migrantes e refugiados; e elaborar revisão documental das políticas destinadas a imigrantes e refugiados no Brasil. Adotou-se abordagem qualitativa, fundamentada em André (2013), desenvolvida por meio de entrevistas semiestruturadas com professores voluntários, análise dos materiais didáticos e dos documentos referentes às políticas migratórias brasileiras. Os dados foram interpretados à luz da Análise Textual Discursiva, conforme Moraes e Galiazzi (2016), enquanto a análise documental foi orientada pelos pressupostos de Cellard (2008). O referencial teórico fundamentou-se, principalmente, em Amado (2013), Grosso (2010), Lopes (2020), Marques(2018), Queiroz (2023) e UNESCO (2022), articulando discussões sobre acolhimento linguístico, inclusão social, equidade e direito à educação. Os resultados evidenciaram que o ensino de PLAc desempenha papel relevante na promoção da inclusão social e no fortalecimento do acesso a direitos, embora ainda seja marcado pela ausência de políticas linguísticas estruturadas e pela predominância de iniciativas de instituições religiosas, de organizações sociais e de projetos de extensão universitária. Verificou-se que os professores voluntários desenvolvem estratégias pedagógicas voltadas à comunicação cotidiana, ao acolhimento linguístico e à contextualização sociocultural dos conteúdos, buscando atender às demandas específicas dos estudantes migrantes e refugiados. Evidenciou-se a contribuição do material didático para a organização das práticas pedagógicas, embora apresente predominância de abordagens estruturais da língua. Conclui-se que o ensino do PLAc ultrapassa a dimensão instrumental da aprendizagem linguística, configurando-se como prática educativa comprometida com a garantia de direitos, a inclusão social e o fortalecimento da cidadania de migrantes e refugiados. Os achados da pesquisa evidenciam a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à formação docente, à institucionalização do PLAc e à elaboração de materiais didáticos contextualizados às experiências socioculturais dos estudantes, contribuindo para o fortalecimento de práticas pedagógicas interculturais fundamentadas na equidade, na diversidade e na justiça social.", publisher = {Universidade do Oeste Paulista}, scholl = {Mestrado em Educação}, note = {Mestrado em Educação} }